terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Conferência em Sevilla




TEATRO COMUNITARIO
IDEAS, RECURSOS Y PRÁCTICAS


VIDEO Y CONFERENCIA PRESENTADO POR EL PROFESOR
HUGO CRUZ - EXPERTO EN TEATRO COMUNITARIO.
Jueves 27 de Enero de 2011 / 18h
Oficina del Plan Integral Comunitario Tres Barrios-Amate


Hugo Cruz es un reconocido experto en intervención comunitaria a
través del teatro. Ha llevado a cabo trabajos en este campo con
comunidades rurales del norte de Portugal, en ámbito penitenciario
y con jóvenes en situación de riesgo social. En este espacio
comunitario que es Tres Barrios-Amate nos ofrecerá el visionado de
un vídeo que tratará de estas experiencias y nos permitirá conocer
en profundidad acerca de un método de trabajo donde la
creatividad, la participación activa y el desarrollo de los colectivos
son elementos claves para la transformación de los barrios y las
personas. De 24 hasta 28 de Enero Hugo Cruz está en Sevilla para classes en postgrado de Teatro Social de la Universidad Pablo Oviedo

sábado, 20 de novembro de 2010

Livro TEXTURAS



Dia 27 de Novembro

Livro “Texturas” apresentado na FNAC

Director-geral das Artes, João Aidos, presente na sessão


O livro “Texturas – Um Projecto de Arte Comunitária”, lançado na décima edição do Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira, é apresentado no dia 27 de Novembro, pelas 16h00, na FNAC Santa Catarina, no Porto. O director-geral das Artes João Aidos, estará presente na sessão.

Este livro, editado pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, sintetiza e regista um projecto de arte comunitária, criado especificamente para a nona edição do Imaginarius, que partiu de um dos elementos unificadores deste território - a indústria corticeira.

A PELE – Espaço de Contacto Social e Cultural, em co-produção com o CCTAR – Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua para o Festival Imaginarius, desenvolveu o projecto Texturas seguindo uma lógica de aproximação e identificação entre diversas gerações: activando memórias, fortalecendo dinâmicas comunitárias, pesquisando rotinas e costumes locais, visitando espaços e cruzando histórias de vida, dando sentido à construção colectiva deste projecto e à participação dos elementos do grupo inter-geracional e de uma forma mais abrangente de toda a comunidade feirense.

O projecto TEXTURAS contou com o envolvimento de mais de 250 pessoas, através de vivências artísticas diversificadas (espectúculo de teatro, exposição de fotografia e instalação vídeo)
e procura homenagear e celebrar a leveza, a impermeabilidade, a aderência, a elasticidade e a resistência da cortiça integrando-as como potencialidades nos quotidianos relacionais desta gente e desta terra.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

"PRESOS AO PALCO" NA RTP // 20 OUT.



VER REPORTAGEM

O programa de grande reportagem da RTP “Linha da Frente” da próxima quarta-feira, dia 20 de Outubro, vai ser integralmente dedicado ao espectáculo “Entrado”, criado especificamente para o festival Imaginarius’10. “Presos ao Palco” é um trabalho do jornalista Alberto Serra, para ver a partir das 21h00, logo após o Telejornal.

A reportagem, que deveria ter sido emitida a 29 de Setembro, acabou por não ir para o ar - apesar de ter sido anunciada várias vezes ao longo do dia - devido a alterações de última hora na grelha de programação.

Ao longo de cerca de três meses, o jornalista Alberto Serra acompanhou o processo de criação deste espectáculo, protagonizado por trinta reclusos do Estabelecimento Prisional de Custóias, que foi também o palco de apresentação de “Entrado”, entre 26 e 28 de Maio, proporcionando ao público uma viagem pelos espaços, sensações e obstáculos de um contexto prisional.

O espectáculo reporta-se à vida dos reclusos antes de entrarem na prisão, ao momento em que entram, às passagens pela prisão e à saída, real ou imaginada. “Entrado” propôs seguir estes trajectos, tocando nas dimensões da culpa e do perdão como incontornáveis na vida.

Na gíria prisional, “Entrado” é o indivíduo que acaba de entrar na prisão. Pelas palavras dos actores, é “o acabado de chegar”, “o que não se pode esticar naquilo que diz”, “o que está sempre à espera”, “o que tem que marcar território”.

O espectáculo resultou de uma co-produção PELE – Espaço de Contacto Social e Cultural e CCTAR – Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua, no âmbito do Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

“Linha da Frente” da RTP dedicado integralmente ao espectáculo “Entrado”


O programa de grande reportagem da RTP “Linha da Frente” da próxima quarta-feira, dia 29 de Setembro, vai ser integralmente dedicado ao espectáculo “Entrado”, criado especificamente para o festival Imaginarius’10. Um trabalho do jornalista Alberto Serra, para ver a partir das 21h00, logo após o Telejornal.

Ao longo de cerca de três meses, a equipa da RTP acompanhou o processo de criação deste espectáculo, protagonizado por trinta reclusos do Estabelecimento Prisional de Custóias, que foi também o palco de apresentação de “Entrado”, entre 26 e 28 de Maio, proporcionando ao público uma viagem pelos espaços, sensações e obstáculos de um contexto prisional.
O espectáculo reporta-se à vida dos reclusos antes de entrarem na prisão, ao momento em que entram, às passagens pela prisão e à saída, real ou imaginada. “Entrado” propôs seguir estes trajectos, tocando nas dimensões da culpa e do perdão como incontornáveis na vida.
Na gíria prisional, “Entrado” é o indivíduo que acaba de entrar na prisão. Pelas palavras dos actores, é “o acabado de chegar”, “o que não se pode esticar naquilo que diz”, “o que está sempre à espera”, “o que tem que marcar território”.

O espectáculo resultou de uma co-produção PELE – Espaço de Contacto Social e Cultural e CCTAR – Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua.

Mais informação em: RTP e Público

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

No MITO



Site MITO

Hugo Cruz é co-fundador da Associação PELE e um dos intervenientes no MITO Social, uma das novidades desta edição. A par do espectáculo Meto a Colher, fomos aprofundar mais sobre o workshop Teatro, Comunidade e Participação e sobre o papel que o teatro pode desempenhar na (re)construção de uma comunidade.

“Através da arte, do pensamento divergente e criativo, podemos encontrar e construir outros espaços de interacção e realização.”

entreMITOS – O entreMITOS lança este ano uma nova vertente ligada à intervenção o MITO Social. Qual a sua opinião sobre esta vertente que visa promover a reflexão sobre o papel da arte na sociedade, enquanto arma de intervenção cultural?

Hugo Cruz – Na minha opinião esta é uma tendência natural, principalmente no contexto mundial actual que vivemos. Perante uma crise, que se multiplica em “crises” diversas, o caminho só pode ser o da participação e envolvimento das pessoas na procura de soluções conjuntas. A arte, espaço de igualdade, tem aqui um papel incontornável, através dos processos criativos podemos desatar o mundo, encontrar formas eficazes de desmantelar os nós que bloqueiam o seu desenvolvimento. Através da arte, do pensamento divergente e criativo, podemos encontrar e construir outros espaços de interacção e realização. Felizmente os festivais de teatro em Portugal estão também a perceber esta necessidade e a inserir na sua programação este tipo de projectos.

eM – A consciêncialização da educação pela arte começa a ser uma realidade cada vez maior. De que forma é que o contexto comunitário pode ser potenciado pelo teatro?

HC – As comunidades, o local e o próximo estão profundamente desvalorizados no contexto actual. Assistimos, felizmente a uma inversão desta tendência, precisamos de perceber no entanto se este é um movimento genuíno. O teatro é uma forma de comunicar única e que permite identificar numa comunidade o que a faz manter-se unida com uma identidade própria e o que provoca um sentido de pertença em quem a habita. Vislumbrando estas componentes o processo é o de dar um palco privilegiado a esta comunidade, reconstruindo-a através da linguagem teatral, devolvendo-a desta forma, ao seu território e às suas gentes. O teatro pode permitir desbloquear e/ou criar canais de comunicação numa comunidade e reforçar o gostar de ser daquele espaço e viver com aqueles outros.

eM – A Associação PELE é um dos intervenientes desta grande novidade. Qual a abordagem que segue ao trabalhar com a comunidade e para a comunidade?

HC – A PELE tem feito um caminho que procura respeitar sempre as memórias, valores, tradições e saberes de uma comunidade. Procura encontrar-se com uma comunidade numa postura perguntadora, curiosa, desafiadora e não de quem tem a certeza do espectáculo certo para fazer em determinado tempo e espaço. Procuramos não pilhar o património das comunidades e genuinamente construir algo com elas. A proposta da PELE é um enamoramento, um conhecimento mútuo, um cruzar de saber-fazeres até chegar a um resultado que se devolve à comunidade, com uma outra roupagem. Esta postura nem sempre é fácil , exige um alerta constante e segue uma lógica que se estende no tempo que nem sempre é compatível com os tempos dos projectos. O mais difícil é efectivamente encontrar a melhor forma de perguntar às pessoas sobre o que querem falar e como querem falar, qual é a sua urgência. Essa é a nossa procura, seguindo para isso os trilhos dos processos artísticos de construção colectiva.

eM – O que o levou a seguir esta área especifica do teatro?

HC – O encontro com o teatro comunitário teve a ver com o tipo de trabalho que os vários fundadores da PELE já desenvolviam e com uma sintonia sobre uma ideia do que é arte e como ela se constrói. De uma forma mais racional temos vindo a perceber que o desafios deste tipo de trabalho passam por princípios que nos norteam enquanto colectivo, nomeadamente a ética, dar um palco aos não-lugares e à cultura popular. Para além disso, o espectáculo teatral permite o cruzamento de diferentes linguagens de uma forma única e integradora, daí a importância dos fundadores e colaboradores da PELE terem diferentes proveniências.

eM – O nome da conversa e workshop em que participa intitula-se Teatro, Comunidade e Participação.
Em que sentido é que “somos todos atores”?

HC – Num sentido mais geral somos todos atores da nossa própria vida, escrevendo a narrativa que vivemos. Em projectos de teatro comunitário as pessoas tem uma oportunidade de reencontrarem a sua narrativa, assumem em primeiro lugar uma função própria, especifica, diferenciadora dos outros. É neste sentido que cada um encontra a sua função na construção de um projecto. Numa fase posterior sobem ao palco e experimentam o teatro numa outra perspectiva, este é apenas mais um importante passo dum processo mais amplo de empoderamento do individuo.